Parece contraditório, um país como a Colômbia com uma diversidade de cultura entre os povos colonizadores e povos nativos, se encontra agora a receber os venezuelanos que fugiram da crise. Este país tem uma tendência de crescimento constante, apesar de em 2010 ter havido um decréscimo do PIB, reflexo dos acontecimentos no cenário económico mundial. Deste modo tivemos à conversa com o Eng.º Jorge Fonseca, da Empresa BAU Special Solutions que em 2017 iniciou atividade no país pela mão da BAU Special Solutions Colômbia SAS.

Entrevista com o sócio-gerente da Bau Colômbia:

P: Porque se instalou na Colômbia?

R: A Colômbia é um país da América do Sul como uma dimensão, diversidade e localização geoestratégica de elevada importância para esta pequena empresa de capital privado 100% Português, mas sempre com projetos no exterior do país. A distância à europa foi também um dos fatores a ter em conta no investimento na criação de uma empresa local, em detrimento da exportação de bens e serviços, tal como acontece noutros países do globo. A aposta por este mercado tem sobretudo que ver com a estratégica pública local de investimentos em projetos nesse estado sul-americano, principalmente importante nas vias de comunicação para conectar as principais cidades do país, nas obras de saneamento básico e no desenvolvimento das próprias cidades com infraestruturas estruturantes. Para uma empresa como a nossa, onde o posicionamento em projetos de reabilitação é uma constante e onde somos realmente uma mais valia, não poderíamos ficar de fora dessa oportunidade. Estudámos o mercado previamente, procurámos parceiros e instalámos a BAU Colombia numa zona que nos pode abrir o mercado num sentido mais lato e abrangente, funcionando como uma espécie de “Hub” chegando ao norte da América do Sul como um todo.

P: Faz agora dois anos que instalaram a empresa. Já têm muitos projetos lá?

R: Todos os mercados têm a sua estratégia própria para podermos apresentar os nossos serviços, mesmo aqueles com pouco histórico no que toca às obras especiais de manutenção e reabilitação; a Colômbia não seria diferente. De qualquer forma, estamos muito animados pela recetividade do próprio mercado áquilo que representamos e ao que realizamos. Todos os grandes fabricantes de químicos mundiais, nossos fornecedores naturais, sentem que este é o momento. A quantidade de obras subterrâneas, investimento em obras novas e recuperação das estruturas existentes, são um claro exemplo da vontade (também) política em criar riqueza e valor ao que já existe. A Colombia tem sido um país com uma conotação bastante negativa no mundo, muito por culpa da Guerrilha interna e do consequente Narcotráfico, sempre presente. Mas o país quer mais e não quer ficar eternamente ligado a esta ideia tão predefinida e ao mesmo tempo errada do mercado em si. Só se consegue pacificar realmente um país criando emprego, investindo nos processos industriais e no tão necessário investimento direto estrangeiro. Tivemos alguns projetos com a ENEL, multinacional italiana que adquiriu a CODENSA Colombiana e com o Grupo HOTUSA, dono dos Hoteis EXE.

“Realizámos, em dois anos, importantes ações de Networking na Colômbia, que se traduz em oportunidades reais dando a conhecer às empresas da América do Sul, os nossos sistemas e soluções especiais” – Jorge Rolão Fonseca

A Colômbia tem feito parte do nosso dia-a-dia. Desde 2017 que a presença da BAU tem sido constante e permanente no mercado. O mercado “responde” de forma mais lenta que na Europa, mas temos tido um retorno muito positivo do próprio país. As PME são o primeiro cenário onde o Governo Colombiano procurará aumentar a produtividade, uma estratégia que passa pelo “aumento no valor agregado por parte das micro, pequenas e médias empresas” que têm acordos de comércio livre para aproveitar.

Dados importantes:

  • Em 20 de Maio de 2017 foi criada a BAU Special Solutions Colombia SAS;
  • Em Março de 2018, foi criada a AEPTC- Associação Empresarial Portugal Colombia, a BAU é uma das empresas sócias-Fundadoras e Jorge Rolão Fonseca é Presidente da Direção;
  • Têm acordos com a Câmara de Comércio de Bogotá, instituição de essencial importancia no país;
  • Participaram no XII e no XIII Seminario Andino de Túneles y Obras Subterráneas, em 2017 e 2018, respetivamente;